Grande parte do que é chamado sofrimento é fruto destas duas bases, o apego desordenado a abstrações temporais (passado e futuro) e a incompreensão dos sentimentos que nos afetam.
Ao nos depararmos com estes afetos decorridos de lembranças e imaginações do futuro (tais quais o medo de perder algo ou alguém, o pavor da morte, prendimento a coisas que se perderam, arrependimento por algo que fizemos ou deixamos de fazer, entre tantos outros), tendemos a acreditar que estes são revestidos de uma inevitabilidade absoluta e inviolável, como se não fossem meras criações incutidas em nosso consciente e alimentada apenas por nós mesmos.
Toda esta negatividade tende a ser eliminada junto com a anulação do apego ao tempo.
Devemos perceber o presente como vivo em si mesmo independente de antes ou depois, só assim para potencializar de fato a sucessão seguida de vários presentes que compões uma vida.
Esta afeição ao presente é o que significa aleatoriedade do qual se discute neste texto.
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