Setembro 9, 2009

França

Não é o Croissant,

nem a Revolução Burguesa.

Não é a Amélie Poulin,

nem a escola de Sociologia Francesa.

Não é o Michel Foucault,

ou o Pierre Bourdieu.

Nem o Jean Jacques Rousseau,

ou o Gérard Depardieu.

As maiores contribuições francesas à humanidade

são  o Asterix e o Zinedine Zidane.

*Post dedicado ao ano da França no Brasil.

Julho 27, 2009

Rabiscos II: Coisinha

coisinha

Julho 21, 2009

Rabisco I: Monstro

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Julho 21, 2009

Progressão Mutante

Depois que descobri os Mutantes, perdi o interesse pela carreira solo da Rita Lee de uma forma bem natural.

De uma hora pra outra, comecei muito sinceramente a achar o som dela um cocô.

Depois que fui dar uma ouvida no Lóki do Arnaldo Baptista, está acontecendo o mesmo com os Mutantes pra mim (mas imagino que não  vou chegar ao ponto de ter asco  de Mutantes).

Junho 4, 2009

A Encruzilhada da Sociologia II – O Deus Sociologia

Estas lacunas presentes na sociologia podem ser sutilmente disfarçadas com estas concepções deterministas e redutivistas oriundas de certas interpretações de certos autores, ou podem abrir espaço para o diálogo com outras áreas de conhecimento provindas de matrizes teóricas diferentes, tais como a psicologia, a história, a economia, entre outros. Causando uma complementaridade entre estas escolas que é inerente a uma tentativa de compreensão abrangente da sociedade,está é uma atitude contrária a de alguns sociólogos e cientistas políticos, que assumem uma posição unilateral declarada e em nome desta teoria escolhida e de suas “leis” negam não somente o intercâmbio com outros campos além daqueles que as ciências sociais abrangem, mas também impedem o diálogo entre as escolas existentes dentro da sociologia e das ciências políticas, erguendo mais trincheiras na grande batalha retórica em que as ciências sociais se transformaram.

Se aceitarmos o caráter incompleto, insuficiente da sociologia, podemos então finalmente utilizar dela para compreender e solucionar problemas de fato. É uma equação simples: quanto menor a dogmatização da sociologia, maior a sua aplicabilidade.

Para esclarecer, usarei aqui um termo teórico que incomodará a muitos, o que tento explicar é uma espécie de “positivismo não-positivista”. Positivista porque ainda contemplo a possibilidade de uma utilidade das ciências sociais, considero a utilização empírica desse conhecimento; não-positivista, pois apesar deste empirismo, não as vejo como uma verdade absoluta, uma tentativa de capturar a “realidade”, ou frações desta. Positivista porque de uma certa maneira, estou defendo a sociologia como uma “ciência”, no que tange a sua utilidade (ainda que uma ciência diferente, pois seus métodos são mais dinâmicos e volúveis), não-positivista pois não vejo nenhuma ciência como um saber absoluto, erigido nos moldes de uma razão pura que existe por si só, mas sim como totalmente limitadas e insuficientes. E mesmo supondo que a proeza hercúlea de agregar todas as áreas de conhecimento fosse conseguida, estas mesmo atuando em conjunto ainda não bastariam para compreender na totalidade esta variável humana (o que de nenhuma maneira quer dizer que acredito em uma “liberdade total” de ação dos homens).

Sendo assim, utilizo estas perigosas palavras (ainda que com aspas), “ciência” e “positivismo”, para dizer que a sociologia não deve ser comparada a uma “ciência” para ser elevada a um status absoluto de conhecimento (coisa que alguns já o fazem), mas para expor suas deficiências e reafirmar sua utilidade. Não confundir com o ultrapassado esforço formal de tentar transformar a sociologia em uma ciência de fato .

Quanto mais se aprisiona a sociologia a conceitos estáticos, causando uma espécie de elevação desta a um pedestal imaginário, mais se alarga o abismo entre a teoria e prática. Não se trata aqui de estacionar o conhecimento sociológico, impedindo o desenvolvimento de suas teorias, mas sim de uma mudança nas bases nas quais estas estão sustentadas.

Os sociólogos cansam de apontar para o caráter “humano” dos cientistas (das áreas biológicas, matemáticas, etc.) e do conhecimento produzido por eles, mas esquecem de um fato extremamente óbvio de que eles mesmos também o são (humanos), e que seu conhecimento também está condicionado à sua visão de mundo como um agente inserido em um determinado contexto social / histórico, que seguiu um determinado percurso individual; e acabam erigindo um Deus Sociologia, para confrontar-se no Campo de Batalha das Idéias com outros Deuses apoiados em outros pontos de vista.

Para reformular as ciências sociais, seria necessário primeiro, mudar o âmago do pensamento ocidental, esta maneira de pensar enraizada em quase todos os exercícios de reflexão, implodir por dentro esta insistência em procurar e encontrar verdades, seja nas ciências, seja na(s) filosofia(s), ou no pensamento religioso.

As maiores farsas da humanidade: Deus, o Amor, a Democracia e a Sociologia.

(Continua)

Estas lacunas presentes na sociologia podem ser sutilmente disfarçadas com estas concepções deterministas e redutivistas oriundas de certas interpretações de certos autores, ou podem abrir espaço para o diálogo com outras áreas de conhecimento provindas de matrizes teóricas diferentes, tais como a psicologia, a história, a economia, entre outros. Causando uma complementaridade entre estas escolas que é inerente a uma tentativa de compreensão abrangente da sociedade.

Junho 2, 2009

A Encruzilhada da Sociologia I – Os Limites da Sociologia

O que pretende a sociologia e as ciências sociais?

Pretende interpretar, compreender, analisar a sociedade?

Sociedade? De que diabos isso trata?

Será um conceito abstrato existente apenas na cabeça dos homens ou uma força externa real que age e oprime?

Será possível que a sociologia consiga realmente compreender essa tal “sociedade”?

Poderia pesquisar e falar de vários conceitos e pontos de vista possíveis que tentam definir “sociedade”, mas para começar, vou ficar com a concepção da qual mais me identifico, a de Norbert Elias e seu “jogo”.

Simplificando, Elias usa o exemplo de um jogo de pôquer para metaforizar a sociedade, os jogadores fazem o jogo, pois sem eles este não existiria obviamente, mas o comportamento destes está limitado por certas regras específicas do jogo, mas que mesmo assim, não os condicionam totalmente a uma certa atitude pré-determinada, pode-se usar estratégias, blefar, ou até mesmo trapacear. O grande mérito de Elias neste ponto é a superação da dicotomia formal entre o indivíduo e a social.

Outra rápida observação aqui é necessária, pois acontece algumas vezes de pensadores sociais acabarem por acreditar em uma sociedade externa ao indivíduo, como se este fosse uma espécie de marionete sem consciência própria e autonomia que é apenas determinado pela sociedade. Este tipo de behaviorismo social (quase esotérico) pode ser extraído de certos pensadores clássicos, tais como Marx e o materialismo histórico dialético e Durkheim com seu fato social, dependendo (e muito!) da leitura que se faz deles.

Nietzche matou o livre-arbítrio, e assim faz a ciência social normativista, ao alegar uma super-determinação social sobre o indivíduo, e também os biólogos e psicanalistas radicais, com suas também super-determinações biológicas e psicanalíticas. No extremo oposto se localiza o liberalismo, o existencialismo de Sartre, e certa parte do pensamento cristão,  pregando uma total liberdade de ação humana.

Elias supera esta discussão ao falar que existe uma autonomia do indivíduo sim, mas que esta é totalmente condicionada e limitada pelos contextos político, econômico, cultural, etc; enfim, social. Se estou preso em uma cela, tenho a “liberdade” de escolher entre sentar e olhar para o teto, ou deitar e dormir, ou ler um romance se tiver um em mãos, ou me suicidar; mas isso não muda o fato de que meu espaço está totalmente limitado pelas grades e paredes, e de que não lerei se não houver nenhum livro na cela.

Isso é o mais longe que a sociologia consegue chegar, pois… Como ir além? Como estudar e teorizar sobre esta autonomia e os limites dela envoltas em densas névoas? Como entender e compreender em sua totalidade as variadas veredas que as escolhas tomadas pelos homens seguem, decisões estas tomadas dentro de um mar de possibilidades (ainda que circunscritas socialmente)? Se formos a fundo de nossas indagações, chegamos a este caminho sem saída.

Argumenta-se que a sociologia não se propõe a explicar isso.

Bom, estão certos.

(Continua)

Junho 2, 2009

Idéias

Se idéias, pontos de vista, ideologias e opiniões  fossem matéria,

eu me esforçaria para ser o vácuo entre eles.

Maio 22, 2009

Confissões ou A Estação – I

Atiro estas palavras ao vento talvez para ninguém ou talvez apenas para mim.

Entre andanças, tropeços, descobertas, redescobertas, sigo meu caminho.

Cometi o erro de cair em um niilismo mal direcionado, me entregando a uma certeza em um vazio que podia ser facilmente  confundido com tantas outras crenças das quais eu desprezava ou tentava desprezar.

Sendo sucinto, no momento acredito que é necessário um esforço para a  desmistificação das instituições e dos valores, mas não para uma destruição destas. Agora considero impossível uma eliminação total delas de nosso ser, pois somos onde nascemos, somos as pessoas que convivemos, os fatos que nos apresentam; penso que acreditar que podemos simplesmente extirpar todos estes valores de nossa consciência, nos isolando em nós mesmos em uma ilha de ceticismo chega a ser ingênuo.

É uma conclusão relativamente fácil a se chegar mas que descobri ser um tanto árdua na prática, algumas vezes me fazendo cair em uma amargura que agora vejo desnecessária.

Sendo assim, o meu ideal é o de desmistificar e compreender, e não desmistificar e desprezar.

Parece que ser amoral acaba se transformando em uma moralidade, mas mesmo assim elejo essa moral da descrença como a menos danosa para mim mesmo, mesmo que esta exija uma certa cautela.

Se quero amar, devo fazê-lo, mesmo sabendo que este amor não vai dar uma significação à minha vida, que é construído, que não existe por si só, que não é etéreo, não é eterno, que este no máximo vai se encerrar junto com o lacre de meu caixão; se tenho noção disso, aproveitarei esse amor de fato. Se quero apreciar arte, devo fazê-lo também, mesmo sabendo de seu caráter de mercadoria ideológica e de que qualquer esforço para elevá-la a um plano superior é pura bobagem e nonsense; talvez assim, sem uma apreciação estética rígida, seja possível entender a obra como ela é de fato, pois  já não há o que compreender.

E assim por diante.

Abril 3, 2009

Quero

Não quero  Deus, quero  fé.

Não quero segurança, quero compainha.

Não quero  artes, quero inspiração.

Não quero razão, quero opiniões.

Não quero seu amor, quero você.

Março 4, 2009

Xuxa e a barriga de 95

Esse blog anda sério demais.

O Renato eu já sabia, mas a Xuxa…

MUITO fanfarrona.